" o poeta é um fingidor "

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

CONTROVÉRSIA

Deparo-me com os destroços,
De uma guerra há já muito travada.
Não ficaram a carne nem os ossos,
Que me deixaram á mercê da madrugada.

Por falta dos que me deram amor,
Tomei e dei-lhes a minha dor,
Prisioneiro da liberdade,
Alcançaste o sucesso com mediocridade.
Inveja:
Sentimento que tanto almeja!
Porque sim...
Iludi-me primaveras sem fim.

Quero ter pedaços de vós,
Ouvir cada um a sós!
Saber o que fazem,
E o que sabem!...

Todos diferentes, mas todos iguais
Inscritos na lista dos sonâmbulos virtuais,
Iguais...iguais,
Que estudam os mesmos manuais!

É esta a realidade contemporânea,
Que distorce assim a noção momentânea,
De diferença...
Contudo elogia a tua própria crença!


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