" o poeta é um fingidor "

domingo, 15 de janeiro de 2012

CANSAÇO

Não deixes sossegar o escuro,
Que te abraça no meio da noite.
Da varanda avisto o fumo,
Que me gela ao deitar
Contudo não irei saltar...

Mais um dia que se quer sumir,
Faço as malas, amar e partir.

Rasga a luz,
Voa sobre o chão
Que fez esquecer a solidão,
E que te liberta desta cruz.
Já me venci pelo momento.

Leve é o rosto do céu,
Onde só azul ficou.
Ilumino a névoa cerrada,
Que se impôs após a madrugada.

Bate o peito!
Do momento que se fez sentir,
Mal eu me deito...
Vejo o cansaço a partir.





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