NESTA CIDADE
No cimo da cidade,
Contemplo a urbana paisagem.
E a sua desprovida simplicidade,
Que corroí esta mesma imagem.
Rectângulos crescentes,
Nesta selva de cimento.
Invadem as margens imponentes
Que ousei em congelar num só momento.
Metrópole dentro ia,
Uma extensão de água e harmonia.
As duas margens dividia
Contudo a “25 de Abril” as unia.
Ruidosos tumultos,
Fazem-se ouvir em todas as suas ruas.
Misturados com buzinadelas e insultos
Vindos do tráfego com manias suas.
O fado é seu filho,
Que por suas artérias ecoa.
E cada qual segue o seu trilho
Pela velha e virtuosa Lisboa!

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