NESTA CIDADE
No cimo da cidade,
Contemplo a urbana paisagem.
E a sua desprovida simplicidade,
Que corroí esta mesma imagem.
Rectângulos crescentes,
Nesta selva de cimento.
Invadem as margens imponentes
Que ousei em congelar num só momento.
Metrópole dentro ia,
Uma extensão de água e harmonia.
As duas margens dividia
Contudo a “25 de Abril” as unia.
Ruidosos tumultos,
Fazem-se ouvir em todas as suas ruas.
Misturados com buzinadelas e insultos
Vindos do tráfego com manias suas.
O fado é seu filho,
Que por suas artérias ecoa.
E cada qual segue o seu trilho
Pela velha e virtuosa Lisboa!
" o poeta é um fingidor "
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
SENTIMENTO
Sei que o sentimento,
Me transtorna a alma.
Altera-me o pensamento
Quando perco a calma.
Encontro-me debaixo dos destroços,
Que a poeira por si só camuflou.
E, sem grandes esforços
Abdico do amor que nos juntou.
Preocupamo-nos com tudo
Sem nada desejar.
Sou apenas uma alma sem escudo
Que a solidão não quis poupar!
Sentimentos iludidos,
Que se dissipam por entre risos.
Alma cega que se deixa fintar
Tudo muda, quando queremos mudar…
Sei que o sentimento,
Me transtorna a alma.
Altera-me o pensamento
Quando perco a calma.
Encontro-me debaixo dos destroços,
Que a poeira por si só camuflou.
E, sem grandes esforços
Abdico do amor que nos juntou.
Preocupamo-nos com tudo
Sem nada desejar.
Sou apenas uma alma sem escudo
Que a solidão não quis poupar!
Sentimentos iludidos,
Que se dissipam por entre risos.
Alma cega que se deixa fintar
Tudo muda, quando queremos mudar…
CANSAÇO
Não deixes sossegar o escuro,
Que te abraça no meio da noite.
Da varanda avisto o fumo,
Que me gela ao deitar
Contudo não irei saltar...
Mais um dia que se quer sumir,
Faço as malas, amar e partir.
Rasga a luz,
Voa sobre o chão
Que fez esquecer a solidão,
E que te liberta desta cruz.
Já me venci pelo momento.
Leve é o rosto do céu,
Onde só azul ficou.
Ilumino a névoa cerrada,
Que se impôs após a madrugada.
Bate o peito!
Do momento que se fez sentir,
Mal eu me deito...
Vejo o cansaço a partir.
Não deixes sossegar o escuro,
Que te abraça no meio da noite.
Da varanda avisto o fumo,
Que me gela ao deitar
Contudo não irei saltar...
Mais um dia que se quer sumir,
Faço as malas, amar e partir.
Rasga a luz,
Voa sobre o chão
Que fez esquecer a solidão,
E que te liberta desta cruz.
Já me venci pelo momento.
Leve é o rosto do céu,
Onde só azul ficou.
Ilumino a névoa cerrada,
Que se impôs após a madrugada.
Bate o peito!
Do momento que se fez sentir,
Mal eu me deito...
Vejo o cansaço a partir.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
IMUNE
Consigo viver,
O resto da minha vida.
Até perecer...
E aí serei imune a qualquer ferida.
Apenas se resume a tudo,
A este silêncio mudo.
Não há diferença,
Em crer nesta indiferença.
Livre serei,
Para assim mudar.
Livre ficarei,
Perpétuamente a sonhar.
Cumprimento o tormento.
Digo adeus á melancolia,
E no seu falecimento
Saúdo a eterna harmonia.
E quando deixar de sonhar,
Somente a escuridão irei encontrar...
Consigo viver,
O resto da minha vida.
Até perecer...
E aí serei imune a qualquer ferida.
Apenas se resume a tudo,
A este silêncio mudo.
Não há diferença,
Em crer nesta indiferença.
Livre serei,
Para assim mudar.
Livre ficarei,
Perpétuamente a sonhar.
Cumprimento o tormento.
Digo adeus á melancolia,
E no seu falecimento
Saúdo a eterna harmonia.
E quando deixar de sonhar,
Somente a escuridão irei encontrar...
domingo, 8 de janeiro de 2012
TUDO PÁRA
Partiste,
Foste embora
Emergiste nas estrelas
Deixaste-me de fora.
Perdeste-te no tempo,
Aproveita bem este momento…
E a vida passa,
Aguardo a tua demora,
Sem que eu nada faça!
Tudo vai…parar!
Não quero mais continuar.
Sigo firme,
Por entre o enredo.
Deixa que o medo,
Te liberte!
Tudo vai, tudo vai…
Continuar! Segue em frente!
Acalma a mente
Que cega a alma
…não percas a calma!
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
VALE A PENA
Sinto pena dos que morrem,
Tenho pena daqueles que vivem.
E é de certo que esta pena,
Fica grande, quando aparenta ser pequena.
Tenho pena das almas que estão em cena.
Tenho pena dos que perfazem uma centena.
Assim, dos que por amor sofrem, tenho pena!
Até mesmo daqueles cujo coração é fumo, tenho pena!
Tenho pena da pena que sinto,
E se disser que me iludo, minto!
Sinto pena de quem triste vive feliz.
Sinto pena de não voltar a fazer o que fiz.
Sinto pena de quem vive em vão,
Como também daqueles que me levaram pela mão.
É com este pena, que anseio saborear
Os momentos por muitos ignorado.
É com este pena, que peco em pensar
No sentimento há já muito congelado!
Ínfima pena de quem me acena,
Meto-me pena!
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
PRÓXIMOS
Juntos,
É assim que devemos permanecer.
Venha frio ou calor,
Aproveitemos esta época para acalmar a dor
Que sozinhos somos incapazes de vencer!
Os pilares entre a terra e o céu,
Somos nós que os construímos,
Juntos!
Abrimos os olhos a quem não quer levantar o véu
E assim nos unimos
Juntos…sempre juntos!
Aquilo que me fez viver
Jamais irá voltar,
Porém as marcas que me viram crescer
Ajudaram-me a encontrar o meu lugar!
É por isso que vos agradeço,
Todo o amor e apreço.
É por isso que a vossa marca
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
FRAGMENTOS
No chão, o reflexo fragmentado
Lascas soltas, que me adiam sem razão.
Abre a porta do conhecimento que foi emanado,
E torna-te vitima do teu coração!
Vou viver,
Até morrer.
É com magoa que me torno nostálgico,
E recordo o tempo que passou.
A saudade do aroma mágico
E a essência cujas lágrimas secou.
Rugidos sonantes,
Fogem de dentro de mim.
A solidão e a melodia são os meus amantes,
E singular, escuto, o ruído que não tem fim.
Acorda assim,
A alma que já está morta.
Sente,
A vida que por ti passa de repente.
Suplica,
Pelo momento que não se duplica.
Por fim adormece,
Sereno sem arrependimento, que ninguém esquece!
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
CONTROVÉRSIA
Deparo-me com os destroços,
De uma guerra há já muito travada.
Não ficaram a carne nem os ossos,
Que me deixaram á mercê da madrugada.
Por falta dos que me deram amor,
Tomei e dei-lhes a minha dor,
Prisioneiro da liberdade,
Alcançaste o sucesso com mediocridade.
Inveja:
Sentimento que tanto almeja!
Porque sim...
Iludi-me primaveras sem fim.
Quero ter pedaços de vós,
Ouvir cada um a sós!
Saber o que fazem,
E o que sabem!...
Todos diferentes, mas todos iguais
Inscritos na lista dos sonâmbulos virtuais,
Iguais...iguais,
Que estudam os mesmos manuais!
É esta a realidade contemporânea,
Que distorce assim a noção momentânea,
De diferença...
Contudo elogia a tua própria crença!
CONFORME O
INCONFORMISMO
Estendo-me ao comprido,
Tomando um sonhos como realidade.
Todo este tempo há já muito decorrido,
Apazigua toda a minha felicidade!
E aquele que ousar
Desafiar o medo por si só,
Encontrará apenas a cinza e o pó,
Das memórias que o fizeram chorar.
Solta-te do passado imperfeito,
E acomoda-te assim ao leito…
Que te guia ao futuro taciturno
Metade presente, metade nocturno.
És o tal,
Que resiste á prisão fatal.
Sem receio de questionar,
E que tanto insiste em sonhar!
Quimeras e devaneios,
Dispersam-se na utopia…
Dos intensos anseios,
CAMINHOS
Sigo firme por entre os intérminos paralelos,
Deixando-me guiar pelos caminhos
Da vida, que me finta os sentidos.
Abro assim o dicionário da ilusão,
Onde o único significado que encontro é imaginação,
E me disperso nos entrefolhos manchados e belos.
Posso caminhar pelo trilho que já alguém pisou,
Posso navegar pelo mar onde já alguém mergulhou,
Posso até voar pelo ar que já alguém planou,
Porém não poderei sonhar o que já alguém fantasiou!
É perdido na ficção que me aqueço na sombra,
Pura miragem!
Esta que alegrou meus olhos apenas de passagem.
Aquele que é fogo que arde sem se ver,
Traz consigo alegria e mau viver.
Contudo podem crer,
Que apostar é construir,
Conquistar é partir!
A MARCA
Nasceste assim,
Com um brilho nos olhos
Pisaste os ramos frágeis da vida,
E apareceste!
Podem-te criticar,
Mas só tu decides o rumo a tomar!
A coragem marca-te,
E a determinação enche-te a personalidade...
Contudo a prudência falha-te.
Porem não deixas esquecer a lealdade.
Define as metas,
Que ninguém traçará por ti,
Aviso-te que nesse caminho não encontrarás rectas,
E aí agarrarás os sonhos que te prometi...
Prende-te ás graciosidades da vida,
E esquece as frivolidades indesejáveis.
Apenas porque os momento não são permutáveis,
E larga assim a dor que em vão foi tida!
Optimiza o percurso que irás ter,
E em todos os instantes irás ver
Que a vida é bem melhor assim...
Evitando os obstáculos que te atrasarão até ao fim!
(IN)
DIFERENÇA
Escrevo uma página de história,
E não esqueço a breve memória
Num tempo, em que ria feliz
Um percurso que eu próprio fiz!
Vou remando contra a maré,
Não me acudam, estou de pé!
Não brinques com a dor,
De um louco perdido por amor!
Conquistas o mundo em vão,
Esse teu leve mundo de ilusão…
E se ainda assim quiseres cantar,
O mundo vai continuar,
E por mais que queiras parar…
O mundo não irá acabar!
Caminho sobre a madrugada
Que nada tem de errada,
Procuro aquele lugar,
Encontra-me: não quero voltar!
Enquanto houver asas p´ra voar,
Meu amor, não desistas de lutar!
Permanece assim a ti diferente,
E talvez te encontres no presente
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